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IFM comemora 50 anos com concessão de título honorífico

comunidade do IFM em frente ao prédioUma das células iniciais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o Instituto de Física e Matemática (IFM) completou 50 anos nesta segunda-feira (16). Celebrando a trajetória, a comunidade do Instituto plantou uma árvore, descerrou uma placa e ainda promoveu solenidade de outorga do título de Professor Emérito ao docente Victor Paulo Barros Gonçalves, concedido pela Universidade.

Reunidos em frente ao Prédio 5, professores, técnico-administrativos, alunos, terceirizados e membros da gestão da UFPel participaram do ato simbólico do plantio da árvore. Na ocasião, o reitor Pedro Curi Hallal fez um resgate histórico da Instituição, salientando o papel do IFM na Universidade. “O IFM faz parte da formação de quase todos os cursos. Com sua evolução, deixou de ser uma Unidade que atua para outras, mas tem seus próprios cursos de graduação e pós-graduação e é uma das Unidades mais consolidadas da UFPel”, pontuou.

O diretor do Instituto, professor Willian Barros, salientou também a satisfação pelo IFM celebrar o Jubileu de Ouro junto à sua comunidade. “São pessoas fazendo uma Unidade viva, que enfrenta seus problemas e é capaz de se transformar e se reinventar. Fechamos um ciclo e temos a responsabilidade de iniciar um novo – e contamos com a comunidade para escrever a história da melhor Descerramento da placaforma possível”, afirmou. De fato, a placa inaugurada no interior do Prédio 5 registra os nomes de todos os servidores do IFM no ano de seus 50 anos e referencia: “uma história construída por pessoas, para pessoas”.

Título honorífico
Um dos atos solenes foi a entrega, ao professor Victor Paulo Barros Gonçalves, do Departamento de Física, a honraria de Professor Emérito da UFPel. O título foi requerido pelo IFM e aprovado pelo Conselho Universitário no dia 6.

Gonçalves graduou-se na primeira turma de Física da UFPel, já foi diretor do IFM e, dentre sua atuação como docente e cientista, trabalha na proposição do maior acelerador de partículas do mundo: o Colisor Circular do Futuro (FCC) – saiba mais aqui.

Ao ser saudado, recebeu, de vários colegas, canetas – como reverência por sua trajetória docente. O diretor Willian Barros aproveitou o momento para justificar a indicação, destacando a capacidade de planejamento e trabalho de Gonçalves. “Como pessoa e colega, sempre esteve presente nas situações necessárias. Não é só um pesquisador, mas tem excelentes contribuições também em ensino e extensão, Professor Victor Gonçalvesvalorizando a indissociabilidade dessas três vertentes”, disse.

Além de fazer parte da história do IFM, o homenageado tem o mérito de abrir portas para a UFPel com destaque, lembrou o reitor. “O Victor para nós é uma referência. Por onde passo, escuto pessoas falando sobre a UFPel e muita gente, ao mencionar a UFPel, o cita pelo trabalho e como pessoa”, elogiou.

Em seu discurso, o novo Professor Emérito manifestou publicamente seu orgulho de ser professor – “ser um dos agentes de transformação das vidas de inúmeros jovens que chegam semestralmente até nós, cheios de sonhos e motivações”, disse. “Fico imensamente feliz ao ver estes estudantes superando os desafios sociais e intelectuais e tornando-se melhores cidadãos, críticos e responsáveis. Sinto-me pleno ao saber que contribuo para que estes estudantes ganhem asas e voem de forma independente. Tenho clareza que o professor tem papel central na construção de um país melhor e menos desigual”, pontuou, salientando que é somente através da educação de qualidade, gratuita e para todos que os desafios serão superados – o que faz com que valorize ainda mais o título de Professor Emérito.

Público na entrega do títuloGonçalves falou ainda sobre sua história e a história do IFM entrelaçadas: o caminho que trilhou, os desafios encontrados nos primeiros anos – quando o acesso ao ensino superior ainda era mais restrito -, a luta pela implantação de novos cursos, a ampliação da própria UFPel, os desafios, conquistas e as motivações para qualificar o ensino e o acesso a todos.

De acordo com ele, como Unidade que contempla duas das principais áreas básicas da Ciência, o IFM deve buscar aproximar a sociedade da Instituição. “Muito foi feito e há muito o que comemorar. Entretanto, devemos estar atentos e mais do que nunca unidos na defesa de uma educação pública e de uma ciência de qualidade. Não devemos permitir que a Universidade torne-se novamente um local para poucos e que a carreira de professor seja ainda mais menosprezada”, declarou, apontando ainda a necessidade de união para reduzir a evasão, consolidar os cursos de bacharelado e doutorado em Física, refletir sobre a criação de novos cursos e formar parcerias com instituições no exterior. “Parafraseando Sir Isaac Newton, ‘se hoje estou aqui recebendo este título honorífico, foi por estar sobre ombros de gigantes. São eles: minha esposa e filhos, meus pais e irmãos, meus colegas no Brasil e no exterior e, em especial, meus estudantes, que motivam continuamente a fazer mais e melhor. Lutarei constantemente para justificar o título que hoje recebo e que tanto me orgulha”.

Reitor, Professor Emérito, Diretor e Vice-Diretora do IFMQuem é Victor Gonçalves
Professor titular da UFPel, na qual atua desde 2002. Possui graduação em Licenciatura Em Física pela UFPel (1994), mestrado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1997) e doutorado em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000). Foi coordenador do curso de Licenciatura em Física no período de 2004 – 2008, coordenador do Mestrado em Física no período 2008 – 2011 e diretor do Instituto de Física e Matemática no período 2010 – 2014. Atuou na Lund University como pesquisador convidado no período de agosto de 2015 a julho de 2016. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Reações Específicas e Fenomenologia de Partículas, atuando principalmente nos seguintes temas: cromodinâmica quântica, dinâmica de altas energias e sistemas densos, física de neutrinos e de raios cósmicos, colisões periféricas de íons pesados e assinaturas do plasma de quarks e glúons.

 

Grupo em frente à árvore plantada