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Cientista Elson Longo recebe homenagem na UFPel

Um dos maiores cientistas brasileiros na atualidade, doutor em Físico-Química Elson Longo, professor titular emérito da UFSCar, esteve na UFPel nesta terça-feira (21) para receber homenagem do Grupo de Crescimento de Cristais Avançados e Fotônica (CCAF) da Universidade. O evento ocorreu no Instituto de Física e Matemática (IFM), localizado no Campus Capão do Leão. O professor e pesquisador concedeu seu nome para as novas instalações do laboratório de síntese do Grupo, batizadas de Laboratório de Síntese Elson Longo.

No laboratório são feitas pesquisas sobre síntese e deposição de semi-condutores. O grupo de pesquisa, que mantém parceria com o Centro de Desenvolvimento de Materiais Tecnológicos (CDMT) de São Carlos, reúne cerca de 30 membros, que são docentes e estudantes de graduação e de pós-graduação de áreas como Química, Física e Engenharia de Materiais.

Ao agradecer, Longo se disse honrado. Ele contou, brevemente, passagens e experiências marcantes em sua vida de professor e pesquisador. “Tocou-me bastante esta homenagem”, manifestou-se, visivelmente emocionado. O pesquisador foi orientador do coordenador do CCAF, Mário Lúcio Moreira, com quem descerrou a placa de inauguração do Laboratório de Síntese e também do Laboratório de Ótica José Arana Varela, uma outra homenagem do Grupo ao pesquisador parceiro de Longo por cerca de 50 anos. Ambos laboratórios, vinculados ao Departamento de Física, estão localizados no prédio 13 do Instituto de Física e Matemática (IFM), no campus Capão do Leão.

Representando o reitor Pedro Curi Hallal na homenagem, que se encontra em Brasília para uma reunião da Andifes, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Flávio Demarco, ressaltou o trabalho de Longo. “É referência internacional e um dos pesquisadores brasileiros mais citados no exterior. Tem uma carreira voltada para o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia brasileiras. Esta é uma justa homenagem a uma pessoa que faz um Brasil melhor”, saudou Demarco.

Veja no arquivo abaixo vídeo com cenas das homenagens e da inauguração do laboratório e declarações de Longo sobre como os pesquisadores brasileiros se colocam neste momento de crise nacional, se eles estão desempenhando bem seus compromissos com o desenvolvimento e sobre qual objetivo a pesquisa nacional deve se debruçar neste instante.

 

Sobre o homenageado

Considerado um pioneiro na área tecnológica brasileira por gerir projetos que levam a pesquisa acadêmica para as grandes empresas, o professor da UFSCar também é Professor Honoris Causa da UFPB e diretor do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) na universidade paulista.

Longo tem em seu currículo mais de 985 artigos publicados em revistas internacionais de grande impacto acadêmico com quase 19 mil citações, 32 pedidos de privilégio, 835 trabalhos em congressos apenas nos últimos 13 anos, 20 prêmios e menções honrosas. Realizou mais de 90 projetos tecnológicos em parceria com Governos Federal, Estaduais e grandes empresas como Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), White Martins e Faber Castell, além de grupos de pequenas e médias indústrias. Ele foi escolhido pela Revista Veja, em 2003, como um dos doze grandes pesquisadores brasileiros e considerado, novamente, em 2016, como um dos grandes cientistas brasileiros da atualidade pela Webometrics Ranking of World Universities.

Não só na área acadêmica que Longo é reconhecido. Nos seus mais de 30 anos de carreira procurou desenvolver pesquisas com forte interação com a indústria gerando inovação tecnológica de ponta para o país. Grande parte através do Centro de Desenvolvimento de Materiais Tecnológicos (CDMT), um dos centros de pesquisa, inovação e difusão apoiado pela Fapesp. Criado por ele e José Arana Varela nos anos 80, o CDMT pôs em prática a visão de Longo, um centro que proporcionasse uma rede de pesquisa de ponta, cooperação e diálogo com a indústria brasileira e internacional na área que é a sua especialidade, materiais cerâmicos. Área essa que abrange desde a argila para louças e peças artesanais, passando por revestimentos de fornos da indústria siderúrgica, até pisos, azulejos, sensores e semicondutores e mais recentemente, a nanotecnologia. Sua filosofia é a de que a cooperação gera inovação.

Publicado em 21/02/2017, em Destaque, Notícias.
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