Nota de Pesar – professora Maria Isabel da Cunha (Mabel)
É com grande pesar que a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) comunica o falecimento da professora emérita Maria Isabel da Cunha, carinhosamente conhecida como Mabel. Ligada à Faculdade de Educação da UFPel, a docente exerceu a função de Pró-Reitora de Graduação e contribuiu significativamente para o desenvolvimento do Projeto Político-Pedagógico da Universidade.
Mabel ingressou na UFPel em 1975. Ao longo de sua carreira, desempenhou um papel fundamental na transformação e expansão dos cursos de licenciatura da instituição, incluindo a criação da Faculdade de Educação em 1976 e a implementação de diversos cursos de formação pedagógica. Sua dedicação também se estendeu ao Mestrado em Educação, que ajudou a estabelecer e a consolidar na UFPel.
Com uma carreira marcada por uma vasta produção acadêmica e participação ativa em associações nacionais e internacionais, Mabel é reconhecida por sua expertise em Didática e Formação de Professores. Seu impacto foi reconhecido em diversas esferas, incluindo sua contribuição para a construção da proposta de avaliação institucional e de cursos de graduação conhecida como SINAES.
Recebeu o título de professora emérita da UFPel em maio do ano passado, como reconhecimento pelos seus quase 50 anos de dedicação ao ensino e à pesquisa.
Despedida
O velório será realizado nesta quinta-feira (12), das 11h às 17h, no Cemitério da Santa Casa (Capela 03), no bairro Azenha, em Porto Alegre.
Homenagem
Abaixo, texto de homenagem da UFPel à professora:
À NOSSA MABEL!
É com profundo pesar que a comunidade da UFPel comunica o falecimento da professora emérita Maria Isabel da Cunha, conhecida carinhosamente como Mabel entre os muitos amigos e colegas com quem conviveu.
Hoje nos despedimos da sua presença física, mas não de sua existência entre nós. Porque há pessoas que não partem — permanecem. Permanecem nas ideias que semearam, nos gestos que inspiraram, nos modos de ensinar que mudaram visões e vidas. Ela nos marcou assim!
Mabel formou gerações de professores e professoras não apenas pela excelência intelectual, mas pela inteireza humana. Sua competência profissional caminhava junto da amorosidade, da empatia, da escuta sensível e da leveza ética com que defendia suas ideias, suas teorias e seus princípios, baseados em pesquisas comprometidas com a perspectiva da construção de uma docência universitária transformadora. Ela ensinava sem dureza, sem imposição, sem arrogância — ensinava pelo encontro e pela firmeza nas suas convicções.
Sua pedagogia nunca foi apenas técnica: foi profundamente humana. Fez da formação docente um espaço de consciência, dignidade, respeito, vínculo, compromisso com o outro e com uma sociedade melhor para todas as pessoas. Sua palavra acolhia, sua presença fortalecia, sua postura inspirava. Inquieta, agregadora, solidária e sabiamente generosa, compartilhando seus conhecimentos nos diversos cantos do país e no exterior.
Hoje ela se torna memória viva. Vive nas práticas pedagógicas que ajudou a construir, nas consciências que despertou, nos educadores que seguem seu legado, nos vínculos que deixou como marca afetiva e intelectual.
Maria Isabel da Cunha (Mabel) não é apenas parte da história da educação e da UFPel, ela é parte da alma da formação de professores.
Seguiremos com ela em nós.
Como memória, como inspiração, como presença simbólica. Porque quem educa com amor, verdade e inteireza nunca parte por inteiro.
