Apresentações em língua inglesa ganham espaço na 11ª SIIEPE
Na tarde da quarta-feira (22) da 11ª Semana Integrada de Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPel (SIIEPE), uma sala – o Auditório Acadêmico do Campus Anglo – poderia passar despercebida por quem passasse por fora: estudantes apresentando seus trabalhos para uma plateia mostrando seu interesse. Entretanto, se a porta fosse aberta, o que talvez surpreendesse seria a língua de apresentação desses trabalhos: o inglês.
Esse auditório acolheu o painel temático “Apresentações acadêmicas em língua inglesa”, que chega em 2025 a sua terceira edição. A atividade é uma promoção do Núcleo de Acompanhamento e Formação para Internacionalização da Coordenação de Relações Internacionais (CRInter) da UFPel.
O painel é o produto de uma disciplina transversal oferecida para todos os programas de pós-graduação da Universidade, voltada para a preparação de apresentações em língua inglesa. Abrindo a sessão, o coordenador da CRInter, Rafael Vetromille, destacou que, em que pesem as críticas vindas do movimento decolonialista, o inglês é reconhecido como a língua franca da pesquisa, por isso a importância de proporcionar situações de uso do idioma no contexto universitário.
Entretanto, ele também salientou outras iniciativas voltadas para preparar a UFPel a uma diversidade cultural advinda da internacionalização: entre elas, está a criação de um grupo de estudos de mandarim e cultura chinesa, uma iniciativa de estudantes encampada pela instituição; o coordenador também cita os movimentos de valorização do espanhol, dada a posição geográfica da Universidade. “Queremos uma UFPel multicultural e preparada para a formação internacional, como uma referência para a América Latina e para o restante do mundo”, disse Vetromille.
Uma das coordenadoras da disciplina, a professora do Centro de Letras e Comunicação e servidora da CRInter Helena Selbach explica que o objetivo da disciplina, mas em especial do painel, é proporcionar que os estudantes vençam desafios de comunicarem ciência em outra língua. “Abrimos um espaço de imersão na internacionalização em casa”, diz.
Uma característica que diferencia essa ação de outras da SIIEPE, como o Encontro de Pós-Graduação, por exemplo, é o formato das apresentações: elas fogem das tradicionais bancas e se aproximam, conforme explica Helena, das TED Talks, buscando engajar o público com a ciência produzida. Para chegarem a esse ponto, durante a disciplina, são explicadas técnicas de apresentação nesse formato e em outra língua. “É um produto de popularização da ciência”, pontua a docente.
Apresentaram seus trabalhos nove estudantes dos seguintes programas de pós-graduação: Arquitetura e Urbanismo, Bioquímica e Bioprospecção, Ciência da Computação, Ciência Política, Desenvolvimento Territorial e Sistemas Agroindustriais, Enfermagem, Letras e Nutrição e Alimentos.
A doutoranda em Nutrição e Alimentos Laura Hoffmann teve a experiência como desafiadora. Apesar de já ter tido a oportunidade de defender seu trabalho em outro idioma em evento internacional, ela conta que os conhecimentos trazidos pela disciplina permitiram uma forte diferença: “Foi diferente, com mais técnica e capacitação”.
