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Novos espaços da UFPel promovem igualdade racial e apoio à maternidade estudantil

A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) firmou uma parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR) que resultará na criação de dois novos espaços voltados à permanência estudantil e à promoção da igualdade: a Ubunteca Lélia Gonzalez e a Sala de Amamentação Prof. Lúcia Maria Vaz Peres. Os projetos têm como objetivo fortalecer as políticas de permanência estudantil, especialmente para estudantes cotistas, além de promover ações afirmativas e de apoio à maternidade no ambiente universitário.

As iniciativas foram viabilizadas por intermédio da deputada estadual Laura Sito e ocuparão uma sala no andar térreo do Campus 2 da UFPel. O secretário nacional de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo, Tiago Santana, esteve na UFPel para oficializar a parceria.

Ubunteca Lélia Gonzalez

Inspirada na filosofia africana Ubuntu, a Ubunteca será um espaço  voltado à valorização da cultura afro-indígena brasileira. A proposta busca promover o letramento racial desde a infância, estimulando uma formação cidadã no ambiente acadêmico.

O espaço contará com bolsistas capacitados para desenvolver atividades práticas de combate ao racismo institucional e de promoção da diversidade cultural.

Sala de Amamentação Prof. Lúcia Maria Vaz Peres

Vinculada à Política de Mães da UFPel, a Sala de Amamentação é uma resposta a uma demanda histórica das mães estudantes. O espaço garantirá condições adequadas de cuidado, acolhimento e saúde para mães, bebês e famílias, promovendo a conciliação entre a vida acadêmica, profissional e familiar.

A iniciativa está alinhada à Nota Técnica Conjunta nº 01/2010, da Anvisa e do Ministério da Saúde, que orienta a criação de salas de apoio à amamentação em instituições públicas e às diretrizes do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).

Parcerias e compromissos

O secretário nacional de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo do MIR, Tiago Santana, destacou a importância das universidades como parceiras estratégicas do governo federal na execução de políticas públicas. “As universidades cumprem um papel extraordinário. Sem essas parcerias, o Ministério não consegue estar presente de forma efetiva em todo o país. A UFPel será uma referência na promoção da permanência estudantil e esses projetos poderão inspirar outras instituições”, afirmou.

O vice-reitor da UFPel, Eraldo Pinheiro, ressaltou que, mesmo diante das restrições orçamentárias, a Universidade tem avançado em ações afirmativas e pediu apoio do Ministério para outros projetos que visam a integralidade da formação de estudantes indígenas e quilombolas, iniciativas que garantem não apenas o ingresso, mas também a permanência, o bem-estar e a conclusão dos cursos com condições de equidade. “Ampliamos o percentual de ingresso de docentes por cotas e criamos a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade. A Ubunteca e a Sala de Amamentação reforçam nosso compromisso com o acesso e a permanência dos estudantes, mas ainda há muito a avançar”, destacou.

A deputada estadual Laura Sito, que articulou os recursos junto ao Ministério, salientou o valor simbólico e transformador das iniciativas. “Esses projetos mexem com a estrutura simbólica da universidade. Estamos abrindo espaço para uma nova cosmovisão de produção científica, mais plural e representativa. E, enquanto mãe, sei o quanto uma sala de amamentação é fundamental para que as mulheres possam permanecer na universidade”, disse.

A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Josy Anacleto, explicou que a ideia nasceu a partir de discussões em fóruns nacionais sobre políticas de mães universitárias. “Identificamos a necessidade de um espaço para amamentação e outro para acolher os filhos das mães estudantes quando elas precisam realizar atividades acadêmicas. A sala homenageia a professora Lúcia Maria Vaz Peres, referência em ações de permanência estudantil na nossa instituição”, relatou.

A vice-prefeita de Pelotas, Daniela Brisolara, também participou do evento e destacou o papel da Universidade como parceira na construção de uma cidade mais acolhedora. “A UFPel é um patrimônio de Pelotas e da região. Essas parcerias fortalecem uma cidade que busca enxergar o seu povo e combater a invisibilidade. Hoje é um dia de celebração”, destacou.