UFPel recebe Black Pantera para bate-papo sobre racismo
Na tarde de sexta-feira (15), o auditório da Reitoria, no Campus Anglo, recebeu o bate-papo com a banda Black Pantera, promovido em parceria com a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe). O encontro reuniu estudantes, servidores e comunidade externa para dialogar sobre música, resistência e racismo.
A abertura foi realizada pela pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Daiane Molet, que destacou a importância de trazer diferentes saberes para dentro da Universidade. Em seguida, o vice-reitor, Eraldo Pinheiro, agradeceu a presença da banda e ressaltou: “A Universidade não é só para um tipo de pessoa. A Universidade é para todos, e muito obrigado por vocês estarem aqui neste momento”. Por fim, a reitora Ursula Silva também deu as boas-vindas e reforçou a relevância de iniciativas que aproximam a comunidade acadêmica de pautas sociais.
Formada em Uberaba (MG) em 2014, a banda Black Pantera surgiu com a proposta de usar o hardcore e o metal como instrumentos de denúncia contra o racismo e outras formas de opressão. O trio é composto por Charles Gama (guitarra e vocal), Chaene da Gama (baixo e vocal) e Rodrigo “Pancho” Augusto (bateria). Desde então, eles vêm conquistando espaço na cena nacional e internacional, sendo reconhecidos pela postura crítica e pelo engajamento em causas sociais.
Durante o encontro, os músicos compartilharam suas experiências de vida e a trajetória da banda. Para Charles Gama, a música foi a forma encontrada para transformar vivências dolorosas em resistência: “A melhor resposta que a gente podia dar foi criando a banda. O Black Pantera já não é só uma questão de ser uma banda, virou algo maior, uma forma de resistência”.
Já Rodrigo Augusto destacou o papel coletivo da arte na luta contra as desigualdades: “O Black Pantera ajudou muito a gente a entender o nosso lugar nesse sistema que só suga. A arte é o que nos fortalece e nos permite resistir”.
O bate-papo foi marcado pela troca de experiências e reflexões sobre a realidade do racismo no Brasil, a resistência cultural e o papel da música como ferramenta de transformação social.
