UM PARADIGMA CHAMADO ALBERTO SOUZA Clayton Rocha Se somos aquilo que lembramos, peço licença ao leitor para retroceder no tempo: corre o eletrizante ano de 1973. Na sala de aula da Faculdade de Direito ele estabelece uma relação de cumplicidade com seus alunos. Tem o gesto comedido, o passo cadenciado, uma voz pausada, um discorrer nem impetuoso, nem emocionado, palavras ponderadas carregadas de saber jurídico. Foi um homem que fixou residência na sala de aula. E o fez movido pelas suas próprias convicções, ciente […]