Projeto contribui para inovações nos Restaurantes Universitários da UFPel
Da origem dos alimentos consumidos à destinação de resíduos, projeto de pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) busca identificar oportunidades e propor soluções sustentáveis para os Restaurantes Universitários (RUs). A equipe do “InovaRU“, vinculada aos cursos de Nutrição, Ciência da Computação, Engenharia Ambiental e Agronomia, atua no diagnóstico do serviço, na criação de tecnologia para monitoramento de temperatura das câmaras frias e na elaboração de instrumento de avaliação da comunidade acadêmica.
O nome “InovaRU” refere-se ao desenvolvimento de inovações tecnológicas e estratégias ambientalmente adequadas para a qualidade da alimentação na UFPel. O projeto, explica a coordenadora, Marina Pereira, divide-se em três frentes de trabalho.
A primeira centra-se na identificação e análise das ações atualmente adotadas nos RUs, com vista à proposição de melhorias. A segunda, no desenvolvimento de plataforma para monitoramento da temperatura de alimentos perecíveis. Já a terceira iniciativa, com atenção à avaliação do serviço e ao combate ao desperdício, engloba a criação de ferramenta vinculada sistema de gestão acadêmica e administrativa da UFPel, o Cobalto
Ponto de partida
A equipe do projeto atualmente analisa o manejo dos alimentos, a gestão dos resíduos e o consumo de água e energia. Também investiga a percepção da equipe de profissionais dos RUs e da comunidade acadêmica sobre a importância de práticas ambientalmente adequadas. Pela análise de contexto, os resultados já apontam para o potencial de os RUs alcançarem o nível de mais de 80% de adequação, por meio das oportunidades de melhorias propostas.
Conforme a coordenadora, o uso sustentável de alimentos é atualmente o “ponto forte” (75%), enquanto a gestão dos descartes “concentra os maiores desafios” (45%), principalmente pelas dificuldades de rastreamento da destinação final. Para a melhoria desses índices, o InovaRU construiu plano de ação com medidas que abrangem a ampliação da quantidade de alimentos in natura (os obtidos diretamente da natureza), orgânicos e da agricultura familiar; oficinas de culinária para aproveitamento integral dos alimentos; gestão de resíduos, com compostagem (processo biológico de reciclagem), horta própria, padronização da separação e a formalização de parcerias para o descarte correto. O plano também prevê agendamento das refeições, para fins de planejamento da produção e redução do desperdício.
Inovação tecnológica
O projeto tem a proposta de desenvolver sistema de baixo custo para monitoramento de temperatura em câmaras frias, espaços de armazenamento e conservação de produtos perecíveis, sob temperaturas controladas. A intenção é criar de plataforma integrada de hardware e software para automação do monitoramento de temperatura e controle sanitário.
Para a promover a participação
O InovaRU também se dedica à criação de ferramenta digital, integrada ao sistema Cobalto, que contemple o agendamento de refeições, para fins de antecipação da demanda, avaliação do serviço e apresentação de painel de indicadores de sustentabilidade. Com esse recurso, será realizado o registro público do desperdício, para fins de conscientização da comunidade acadêmica.
A proposta de agendamento das refeições, de acordo com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), órgão responsável pelos Restaurantes Universitários (RUs), será apresentada aos e às usuárias, mediante pesquisa de viabilidade. Os demais recursos, já aprovados, serão integrados ao Cobalto.
Pesquisa
Até sexta-feira (9), o InovaRU recebe as contribuições da comunidade acadêmica para a pesquisa sobre sustentabilidade. O projeto busca identificar a percepção, o conhecimento e práticas de quem utiliza o serviço. A participação, registrada por meio de formulário eletrônico, é anônima e não exige conhecimento técnico. Os dados coletados ajudarão a equipe no planejamento das próximas ações.
