UFPel apresenta projetos de cultura e patrimônio à ministra da Cultura
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, visitou a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) nesta terça-feira (8). A agenda ocorreu no Museu do Doce e teve como foco projetos desenvolvidos pela Universidade nas áreas de cultura e patrimônio, incluindo iniciativas realizadas em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Recebida pela reitora da UFPel, Ursula Silva, pelo vice-reitor, Eraldo Pinheiro, e pela diretora do Museu do Doce, Nóris Leal, a ministra visitou o Museu e participou de encontro com representantes da Universidade sobre projetos relacionados às políticas culturais. A programação contou ainda com a participação do mestre griô Dilermando Freitas, do professor Zé Everton e do mestre Jesus Coutinho, ao som do sopapo, tambor característico da cultura negra da região e reconhecido como patrimônio cultural do município.
Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas que envolvem preservação do patrimônio material e imaterial, cultura popular, audiovisual, artes cênicas, formação e execução de políticas públicas. Nos últimos três anos, a UFPel celebrou seis Termos de Execução Descentralizada (TEDs) com o MinC e o Iphan. Somadas a uma nova iniciativa em tramitação, as ações superam R$ 14 milhões em projetos.
Entre as ações está a etapa final da restauração do prédio do Antigo Grande Hotel, no âmbito do Novo PAC Patrimônio Histórico. A Universidade também participa de projetos relacionados à preservação de acervos e bens culturais, entre eles a recuperação de obras vandalizadas nos ataques de 8 de janeiro, em Brasília e iniciativas relacionadas às Missões Jesuíticas e ao ciclo do tropeirismo.
A agenda abordou ainda dois projetos da UFPel aprovados pela Lei Rouanet Emergencial RS, no âmbito do Programa Petrobras Cultural/Iphan, o restauro da fachada, das portas e das janelas do prédio do Lyceu, que abriga o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Malg), e a recuperação do telhado do Museu do Doce.
Novas propostas
Durante a visita, a Universidade apresentou ao Ministério três iniciativas para ampliar sua atuação na área cultural. Uma delas é o Centro Cultural e de Eventos São Gonçalo, proposta de infraestrutura destinada à realização de atividades culturais, artísticas, científicas e formativas.
A segunda é o Espaço de Arte Popular – Encontro de Saberes, pensado como espaço de aproximação entre saberes tradicionais e populares, artistas, comunidades, estudantes e pesquisadores.
Também foi apresentado o Palco AGIMOS, iniciativa já aprovada na Lei Rouanet, que prevê a qualificação da Sala Carmen Biasoli, no Centro de Artes da UFPel. O projeto contempla ainda formação técnica, produção cultural, formação de público e programação artística.
Para o vice-reitor Eraldo Pinheiro, as iniciativas reforçam o potencial da UFPel para se consolidar como um hub de ciência e cultura, articulando diferentes áreas, conhecimentos e agentes. “Poucas instituições têm a possibilidade que uma universidade pública possui de colocar tudo isso em relação: ciência e cultura; memória e futuro; conhecimento acadêmico e saber popular; política pública e território”, destacou.
A reitora Ursula Silva destacou a capacidade institucional da Universidade para atuar em diferentes etapas das políticas culturais, da formulação e pesquisa à gestão e execução de projetos. “A UFPel tem capacidade para formular, executar, gerir, pesquisar, formar, preservar e articular políticas culturais. É isso que entendemos por hub”, afirmou. A perspectiva, segundo a reitora, é ampliar a cooperação com o MinC e o Iphan nas áreas de cultura, patrimônio, formação e produção de conhecimento.
Cultura e diversidade
Em sua fala, Margareth Menezes destacou a diversidade cultural brasileira e comentou a apresentação com sopapos que marcou sua chegada ao Museu do Doce. “Eu fico feliz em chegar a um lugar e conhecer mais uma coisa. Eu não conhecia esses tambores. Olha que beleza! É incrível chegar às cidades e encontrar algo que é muito delas. A gente tem que aprender a valorizar as coisas que são nossas”, comemorou.
A ministra também abordou a importância da atuação conjunta do Ministério da Cultura com universidades e institutos federais na execução de políticas culturais em diferentes regiões do país. Segundo Margareth, essas instituições constituem uma rede importante para o desenvolvimento das ações em um país marcado pela diversidade de manifestações artísticas e culturais.
Ao comentar as propostas apresentadas pela UFPel, a ministra sinalizou a possibilidade de continuidade do diálogo para a construção das iniciativas. “Todas as pautas propostas aqui são pautas possíveis”, afirmou.
