UFPel promove encontro para apresentar resultados do projeto “Os Saberes das Missões”
De 21 a 25 de setembro, a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) realizará o 1º Encontro “Os Saberes das Missões: Canteiro Modelo de Conservação”. O evento é voltado à divulgação dos resultados das ações desenvolvidas nos quatro sítios missioneiros tombados em nível nacional, localizados na Região das Missões, no Rio Grande do Sul. As atividades ocorrerão no Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Ciências Humanas, Sociais, Sociais Aplicadas, Artes e Linguagem (Cehus) e reunirão pesquisadores, técnicos, estudantes e demais pessoas interessadas.
O projeto integra o Programa Conviver – Canteiros-Modelo de Conservação, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), iniciativa que estabelece parcerias com universidades de diferentes estados brasileiros para desenvolver ações integradas de ensino, pesquisa e extensão. A proposta busca promover a conservação preventiva do patrimônio edificado por meio da troca de conhecimentos entre especialistas e comunidades locais, valorizando técnicas construtivas tradicionais e fortalecendo a transmissão de saberes e práticas vinculados à cultura regional.
O canteiro “Os Saberes das Missões” resulta da parceria entre o Iphan e a UFPel, por meio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAUrb), do Centro de Engenharias (CEng) e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (Prograu). Entre 2024 e 2025, o projeto concentrou esforços na formação de novos artífices para atuar nas obras de conservação e consolidação dos remanescentes arquitetônicos dos sítios de São Miguel, São João, São Nicolau e São Lourenço, que integram o Parque Histórico Nacional das Missões. Paralelamente, foram desenvolvidas ações de educação patrimonial e difusão do conhecimento sobre o patrimônio missioneiro, buscando envolver as comunidades do entorno dos sítios e fortalecer a preservação como uma prática coletiva, baseada na integração entre saberes tradicionais, conhecimento técnico e participação social.
As atividades envolveram mais de 25 professores, pesquisadores e profissionais, além de mais de 40 estudantes de graduação e pós-graduação da UFPel e de instituições parceiras, bem como dezenas de integrantes das comunidades da região, entre profissionais da construção civil, gestores municipais, guias de turismo, estudantes e professores da educação básica e do ensino superior. Os trabalhos de campo, bem como as ações presenciais e on-line realizadas ao longo do projeto, resultaram em produções técnicas, científicas e didáticas organizadas em quatro frentes de atuação: consolidação das ruínas, educação patrimonial, acessibilidade e políticas públicas.
Os resultados do projeto serão apresentados ao longo da semana por meio de diferentes atividades. No dia 24 de setembro, a programação será aberta à comunidade acadêmica e ao público em geral, com palestras e mesas-redondas voltadas à divulgação das pesquisas, das ações de extensão e das experiências desenvolvidas pelo Canteiro. As inscrições para essa programação serão abertas em breve, e os participantes receberão certificado. Nos demais dias do encontro, as atividades serão destinadas à equipe do projeto e a representantes das instituições parceiras, com reuniões de trabalho voltadas ao planejamento, à avaliação das ações realizadas e à definição das próximas etapas do Canteiro. A programação completa pode ser acessada no site do evento.
Além da participação da equipe do projeto, o encontro contará com representantes do Iphan e de instituições parceiras. A programação pretende promover uma devolutiva ampliada à comunidade acadêmica sobre os resultados alcançados ao longo dos dois anos de trabalho, bem como estimular uma reflexão coletiva sobre as contribuições, os desafios e as perspectivas para a continuidade das ações.
O encontro também servirá como preparação para o Seminário do Canteiro das Missões, previsto para dezembro, em São Miguel das Missões. O Seminário reunirá comunidades locais, instituições regionais e parceiros do projeto para apresentar os produtos desenvolvidos, discutir novas estratégias de atuação e planejar, de forma participativa, os próximos passos do Canteiro. A iniciativa busca contribuir para a valorização do patrimônio cultural missioneiro e para o fortalecimento das identidades e da diversidade das comunidades que mantêm viva a memória das Missões na atualidade.
