UFPel institui Protocolo para Gestão de Eventos Climáticos Extremos
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) instituiu o Protocolo Institucional para Gestão de Eventos Climáticos Extremos. O documento estabelece diretrizes para o monitoramento de riscos, definição de níveis de impacto e adoção de medidas que garantam a segurança da comunidade universitária e a continuidade das atividades acadêmicas e administrativas diante de eventos meteorológicos e hidrológicos extremos.
Instituído pela Portaria nº 270, de 1º de julho de 2026, o protocolo é aplicável a todos os campi, unidades acadêmicas e administrativas da Universidade e foi elaborado para padronizar os procedimentos institucionais em situações como temporais, enchentes, alagamentos, ondas de calor e outros eventos climáticos capazes de afetar a rotina universitária. O objetivo é assegurar que as decisões sejam tomadas com base em critérios técnicos e transparentes, preservando a integridade da comunidade acadêmica.
De acordo com a reitora Ursula Rosa da Silva, a iniciativa representa um importante avanço na política institucional de gestão de riscos da UFPel. “Com a publicação do Protocolo, a UFPel passa a contar com um instrumento permanente para orientar a tomada de decisões em situações de risco, contribuindo para a proteção das pessoas, do patrimônio público e da continuidade das atividades essenciais da Universidade”, comenta.
Como funcionará
O protocolo prevê o monitoramento permanente das condições climáticas nas regiões onde a UFPel possui campus. A partir das informações produzidas pela Câmara Técnica de Monitoramento e Inteligência Climática e avaliadas pelo Comitê de Gestão de Riscos Climáticos e Eventos Extremos, o Gabinete da Reitoria definirá o enquadramento do impacto para cada município e publicará as orientações correspondentes.
Os impactos serão classificados em quatro níveis:
– Baixo – manutenção das atividades presenciais;
– Médio – manutenção das atividades presenciais com medidas de apoio às pessoas afetadas;
– Alto – adaptação das atividades para formato não presencial sempre que possível;
– Severo – suspensão das atividades presenciais, com reposição posterior quando necessária.
A classificação considera fatores como interrupção no fornecimento de energia elétrica, dificuldades de mobilidade e comunicação, riscos à saúde, danos à infraestrutura e ameaça à integridade física da população.
Comunicação oficial
As decisões da Universidade serão divulgadas em horários previamente definidos, permitindo que estudantes, servidores e trabalhadores terceirizados possam se organizar com antecedência:
– até as 10h, para as atividades do turno da tarde;
– até as 15h, para o turno da noite;
– até as 21h, para o turno da manhã seguinte.
As informações serão publicadas por meio dos canais oficiais da UFPel, incluindo o Portal da Universidade, Sistema Cobalto, correio eletrônico institucional, redes sociais oficiais e Rádio Federal FM. Em caso de indisponibilidade dos sistemas institucionais, as redes sociais passam a ser o principal meio de comunicação com a comunidade universitária.
Construção coletiva
A elaboração do protocolo teve início em 2025, com a criação de um Grupo de Trabalho formado por representantes de diferentes unidades acadêmicas e administrativas da Universidade. Após essa etapa, o documento passou por pesquisa de protocolos adotados em outras instituições federais, revisão técnica de especialistas, além de consulta ao Diretório Central dos Estudantes (DCE).
Segundo o processo que originou a norma, a construção coletiva buscou reunir conhecimento técnico e participação institucional para fortalecer a capacidade da Universidade de responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, conciliando a proteção da comunidade universitária com a continuidade das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão.
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