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Comissão de Combate ao Aedes aegypti alerta a comunidade universitária

A pandemia de COVID-19 trouxe a demanda de muitos cuidados e atenção de todos. Além de se reinventar nas atividades laborais e na vida pessoal, a comunidade viu suas ações tomarem rumos diferentes no cotidiano, basicamente voltado à pandemia. No entanto, a Comissão de Combate ao Mosquito Aedes aegypti instituída na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) vem alertar para outra grande preocupação: a presença do mosquito transmissor da Dengue, Zika, Chikungunya e, raramente, Febre Amarela.

No Rio Grande do Sul o mosquito Aedes aegypti está concentrado principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Vale do Rio Pardo, mas também está presente em menor proporção em Pelotas. Portanto, a Comissão vem alertar para os perigos da presença do mosquito transmissor dessas doenças e recomendar cuidados para eliminar o inseto e evitar sua proliferação.

Em Pelotas, há presença do mosquito contaminado, com casos de pessoas contaminadas – contaminação local (autóctone) -, não procedentes de zonas endêmicas. Nas regiões endêmicas do estado há presença de casos graves e óbitos pela dengue, o que preocupa as vigilâncias ambientais.

Embora a proliferação do mosquito ocorra principalmente nas estações mais quentes do ano, ele se desenvolve em todas as estações (suporta temperaturas de 5º a 42º). “Como estamos em trabalho remoto, convidamos todos os servidores e estudantes para serem mensageiros e responsáveis por orientar suas famílias e vizinhos quanto aos cuidados principalmente nos locais de fácil reprodução do inseto e tomar as devidas providências para extingui-los”, destaca a coordenadora da Comissão, Marilene Farinha.

Os resultados dependem de pequenas atitudes que estão ao alcance de todos, como:
– Colocar areia até a borda dentro dos pratos das plantas domésticas, ou lavar os mesmos com água e sabão pelo menos uma vez por semana;
– Limpar com esponja, água e sabão os potes dos animais domésticos (gatos, cachorros e outros);
– Eliminar no lixo todos os recipientes que possam acumular água, como potes, latas, garrafas, tampas de garrafas e outros;
– Manter bem tampados os tonéis e caixas de água. Lavar com frequência;
– Remover resíduos que possam acumular água nas calhas;
– Colocar telas em todos os ralos e mantê-las íntegras;
– Limpar a bandeja do ar-condicionado;
– Evitar a presença de folhas que possam acumular água;
– Manter piscinas limpas e tratadas. Se cobertas com lonas, mantê-las esticadas para não acumular água;
– Limpar valas e canaletas externas;
– Cuidar de plantas que podem acumular água, como bromélias e babosa;
– Usar mosquiteiros. Colocar telas em janelas e portas para evitar o acesso do mosquito;
– Fazer uso de repelentes;
– Usar roupas que protegem os braços, pernas e qualquer área exposta.

Atenção aos Sintomas
A pessoa quando picada pelo mosquito contaminado pode não apresentar sintomas, ou apresentar sintomas leves, graves e até ir a óbito. Os sintomas da dengue são dores musculares (mialgia), articulares (artralgia), que podem durar até uma semana. Também podem aparecer eritema (manchas vermelhas parecidas com alergia), fadiga, cefaléia (dor de cabeça), dor no fundo dos olhos, febre (maior que 38,5º), perda de apetite e dor abdominal.

Em casos graves podem ocorrer dor abdominal intensa, vômito persistente, respiração acelerada (taquipnéia), sangramento de mucosa ou outra origem, fadiga, confusão mental e agitação.

As pessoas idosas, com doenças crônicas (diabetes, hipertensão, asma) e que já tenham sido contaminadas anteriormente são mais suscetíveis.

Curiosidades
– O Aedes aegypti prefere atacar as pessoas no período da manhã e à tardinha, preferindo os tornozelos e os pés. Normalmente são picadas indolores. Tem preferência por lugares escuros;
– Somente a picada do Aedes aegypti contaminado é que pode transmitir as doenças;
– O mosquito possui asas translúcidas e o corpo preto com listas brancas;
– Os ovos do mosquito sofrem ressecamento rápido (15h) após a postura e duram por até 450 dias. Ao contato com água podem eclodir;
– Muitos sintomas da dengue se assemelham aos apresentados por pessoas que desenvolvem COVID-19, e que podem ser confundidos. A COVID-19 se diferencia por apresentar acometimento pulmonar, o que não acontece na Dengue.

A Comissão de Combate ao Mosquito Aedes aegypti da UFPel convoca a comunidade universitária (servidores e alunos) para ser olheira e mensageira na prevenção do desenvolvimento do inseto em suas casas e em seu entorno.