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Parque Tecnológico é a nova casa da incubadora Conectar

A Conectar – Incubadora de Base Tecnológica da UFPel – passou, nas últimas semanas, a integrar o ecossistema de organizações presentes no Pelotas Parque Tecnológico. Nas últimas semanas, as empresas ligadas à incubadora passaram a ocupar uma série de salas no segundo piso desse ambiente totalmente voltado ao empreendedorismo.

A mudança de espaço físico trouxe para a Conectar um incremento na área disponível, sendo que esta mais que dobrou: dos 52 metros quadrados disponíveis em salas úteis no endereço anterior, na rua Almirante Barroso, a incubadora conta agora com 116.

Além disso, estão disponíveis diversos ambientes compartilhados da própria estrutura do Parque, tais como sala de reuniões, auditório e espaços de treinamento e trabalho compartilhado (coworking), todos com as adequações legais, por exemplo, de prevenção de incêndio e alvará, já realizadas.

Ecossistema

No entanto, apesar de o crescimento em área física seja notável, a transferência da sede da incubadora traz grande novidade pelo fato de estar inserida em uma grande trama de empreendedorismo e inovação.

O estudante Glauco Musberg, da empresa incubada Indeorum, diz acreditar que essa aproximação entre as organizações faz com que o espírito da inovação se renove ainda mais. Já para Ruben Pacheco, da Dona Maid, essa proximidade facilita a interação entre as empresas que estão mais adiantadas, que podem dar dicas valiosas a quem está começando: “Estar junto fortalece o ecossistema, onde todos podem se desenvolver juntos”. Para André Alba, também da Indeorum, a ideia é conectar soluções, fazendo pontes com organizações de fora, algo que pode gerar conexões, negócios e novas ideias.

O coordenador da incubadora, Felipe Marques, afirma que a chegada da Conectar ao ambiente do Parque Tecnológico é mais um passo da Universidade no caminho de integração com a sociedade e os setores público e produtivo. Além disso, é um espaço para novas oportunidades. “Essa ligação acaba propiciando demandas para que os pequenos cresçam junto”, diz Marques, ao explicar que, por estarem próximas a empresas maiores, as iniciantes podem acabar recebendo ou fornecendo demandas que casem com as das demais.

Já o coordenador de Inovação Tecnológica da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Vinícius Campos, destaca que a ida do grupo de empresas para o Parque trará mais visibilidade para este campo, que é considerada uma quarta área de atuação das universidades: “Quem não entrar na onda do empreendedorismo e da inovação, vai acabar perecendo! É um modelo do mundo inteiro”.

  Pelotas Parque Tecnológico

Parques tecnológicos são empreendimentos geridos e criados para possibilitar a interação colaborativa entre o mercado, ou seja, empresas do estágio inicial até aquelas bem consolidadas, e instituições de ensino e pesquisa, permeadas pelo poder público e outras entidades de classe.

O Pelotas Parque Tecnológico nasce da união dessa chamada tríplice hélice – empresas, academia e poder público -, constituindo uma associação privada responsável pela gestão do empreendimento. Hoje as instituições que o compõe são as Universidades Federal (UFPel) e Católica de Pelotas (UCPel), o Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul), o Serviço Nacional de Aprendizagem em Comércio (Senac), Prefeitura, Governo do Estado, SEPRORGS, Centro das Indústrias de Pelotas e Associação Comercial de Pelotas, além das empresas residentes do Parque e aquelas associadas não-residentes.

São mais de 7 mil metros quadrados de área total, sendo 5 mil construída, oito salas para empresas consolidadas e 19 para empresas incubadas, aceleradas e startups, sala de reuniões, auditório, salas de treinamento e capacitação, espaço gastronômico, área de convivência e estacionamento.

Publicado em 11/10/2017, em Destaque, Notícias.
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