Premiação reconhece trajetória da área de Hidroponia da UFPel
A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) foi recentemente agraciada com o Prêmio Brasil Hidroponia na categoria de Instituição de Ensino. A premiação, promovida pela Revista Hidroponia, está na sua terceira edição e premia instituições, pesquisadores, entidades, empresas e produtores destaques na área de hidroponia.
A premiação reconhece a trajetória da área de hidroponia na Universidade. A UFPel é uma das poucas no Brasil que ofertam disciplinas na área de hidroponia. De acordo com a coordenadora, diversos egressos da UFPel seguiram suas carreiras profissionais voltadas para essa área, entre eles professores e pesquisadores. “O prêmio foi outorgado para nossa Universidade pela forte formação de mestres, doutores e engenheiros acadêmicos na área da hidroponia”, complementou Roberta.
A UFPel desenvolve pesquisas sobre o tema há mais de duas décadas, quando o assunto começou a ser introduzido e popularizado no Brasil. A professora Roberta Peil, do Departamento de Fitotecnia da FAEM, coordenadora do grupo de pesquisa “Cultivos protegidos”, ressalta que a iniciativa da UFPel já possibilitou a defesa de mais de sessenta trabalhos de mestrado e doutorado com foco na hidroponia.
De acordo com Roberta, com as pesquisas da UFPel, foram desenvolvidos e aprimorados sistemas de cultivo sem solo (ou seja, de hidroponia) de baixo custo para fácil adoção para agricultores familiares. As pesquisas são realizadas a partir de estudos dos sistemas e do manejo de flores, hortaliças e plantas frutíferas em um sistema de cultivo, utilizando o conjunto hidropônico como base para o estudo.
Além disso, diante das pesquisas da UFPel na área, foi desenvolvido um sistema de recirculação do lixiviado: todo o drenado que sai do complexo é reutilizado no próprio sistema, caracterizando-o como de baixo impacto ambiental e eficiente no uso da água e fertilizantes. “Esse sistema desenvolvido pela UFPel foi adotado há mais de 10 anos pela cultura do morangueiro na região sul do estado”, afirmou Roberta. De acordo com a professora, cerca de 40% dos produtores da fruta na região, que trabalham em cultivo em substrato, adotam esse sistema desenvolvido na Universidade.