{"id":22976,"date":"2013-07-24T10:29:28","date_gmt":"2013-07-24T13:29:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/?p=22976"},"modified":"2013-07-24T12:32:40","modified_gmt":"2013-07-24T15:32:40","slug":"aventura-das-cores-no-corredor-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/2013\/07\/24\/aventura-das-cores-no-corredor-arte\/","title":{"rendered":"Aventura das Cores no Corredor Arte"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/maria_helena_silveira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"22977\" data-permalink=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/2013\/07\/24\/aventura-das-cores-no-corredor-arte\/maria_helena_silveira\/\" data-orig-file=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/maria_helena_silveira.jpg\" data-orig-size=\"579,701\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"maria_helena_silveira\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/maria_helena_silveira-123x150.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/maria_helena_silveira-495x600.jpg\" class=\"alignnone size-medium wp-image-22977\" alt=\"maria_helena_silveira\" src=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/maria_helena_silveira-123x150.jpg\" width=\"123\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/maria_helena_silveira-123x150.jpg 123w, https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/maria_helena_silveira-99x120.jpg 99w, https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/maria_helena_silveira-495x600.jpg 495w, https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/maria_helena_silveira.jpg 579w\" sizes=\"auto, (max-width: 123px) 100vw, 123px\" \/><\/a>\u00a0O psiquiatra su\u00ed\u00e7o\u00a0Carl Jung descobriu que as mandalas expressavam conte\u00fados interiores do ser humano. Em um estudo das manifesta\u00e7\u00f5es do inconsciente, seus pacientes produziam de forma espont\u00e2nea desenhos de mandalas, sem ter conhecimento anterior sobre elas.\u00a0 Ele dizia que isso tende a acontecer com pessoas que progridem no seu processo de autoconhecimento e individua\u00e7\u00e3o, observando o efeito de auto-cura que elas exerciam, inclusive em si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele verificou que a mandala possui dupla efic\u00e1cia: conservar a ordem ps\u00edquica, se ela j\u00e1 existe; ou restabelec\u00ea-la, se ela desapareceu. Neste \u00faltimo caso, exerce uma fun\u00e7\u00e3o estimulante e criadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"22978\" data-permalink=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/2013\/07\/24\/aventura-das-cores-no-corredor-arte\/maria-helena-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2.jpg\" data-orig-size=\"1015,682\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;4.2&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D60&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1377127884&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;26&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;1600&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.076923076923077&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Maria Helena 2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2-200x134.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2-892x600.jpg\" class=\"alignnone size-medium wp-image-22978\" alt=\"Maria Helena 2\" src=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2-200x134.jpg\" width=\"200\" height=\"134\" srcset=\"https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2-200x134.jpg 200w, https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2-160x107.jpg 160w, https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2-892x600.jpg 892w, https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2-624x419.jpg 624w, https:\/\/ccs2.ufpel.edu.br\/wp\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Maria-Helena-2.jpg 1015w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a>\u00a0A psic\u00f3loga Maria Helena Concei\u00e7\u00e3o Silveira se aventura pela primeira vez no mundo da arte, produzindo mandalas atrav\u00e9s da pintura sobre vidro. A exposi\u00e7\u00e3o \u201cAventura das Cores\u201d, pode ser visitada at\u00e9 o dia 5 de agosto, no Corredor Arte do Hospital Escola UFPel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria Helena justifica seu trabalho com os estudos de Jung e afirma que a contempla\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de uma mandala pode inspirar a serenidade e auxiliar a reorganiza\u00e7\u00e3o de sua ordem ps\u00edquica interna. \u201cO que construo s\u00e3o experimentos com essa pintura que sempre me foi extremamente encantadora. Antes, apenas olhava embevecida. Agora me atrevo a tentar\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ela, a pintura no vidro lan\u00e7a o desafio e a liberdade de deixar as cores seguirem seu rumo e seu ritmo. \u201cE este \u00e9 um dos grandes lances da vida. Como me segurar ante a vontade e o condicionamento cultural de controlar racionalmente o que estou pintando?\u201d, questiona a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMesmo quando fa\u00e7o um falso vitral, com um contorno pr\u00e9-definido, eu preciso deixar a tinta livre para poder seguir seu curso e se aconchegar nas margens que a delimitam. Se eu n\u00e3o conseguir me conter nessa interfer\u00eancia, as cores n\u00e3o me dar\u00e3o uma boa resposta. At\u00e9 quando tem um limite, elas exigem liberdade de a\u00e7\u00e3o. E quando isto lhes \u00e9 ofertado, os efeitos e as nuances magicamente ofertadas transcendem qualquer expectativa que eu poderia ter esbo\u00e7ado anteriormente.\u201d, reflete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nestas pe\u00e7as, Maria Helena se atreve a cursar o caminho das misteriosas mandalas e sua energia, a reproduzir tra\u00e7ados que comp\u00f5em molduras e a deixar as cores se entrela\u00e7arem livremente em c\u00edrculos de vidro. Ela garante que em todas estas viv\u00eancias, a satisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 indescrit\u00edvel. E d\u00e1 a dica: \u201cqualquer um de n\u00f3s, que tenha afinidade com esses materiais (tintas, cores, pinc\u00e9is, vidro) pode tamb\u00e9m arrega\u00e7ar as mangas, abrir as janelas da casa e da alma para ventilar os res\u00edduos t\u00f3xicos das tintas e dos entraves pessoais, como o medo de tentar, ideia pr\u00e9-fabricada que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es, concep\u00e7\u00e3o absolutamente fora da realidade humana que n\u00e3o tem criatividade, etc, e se lan\u00e7ar na aventura das cores\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a Psic\u00f3loga, as cores e seus significados s\u00e3o fundamentais. Segundo a cromoterapia, todas as cores t\u00eam propriedades que nos afetam diretamente. Tanto f\u00edsica: cada cor vibra em um \u00f3rg\u00e3o, reequilibrando-o, de forma curativa; quanto emocionalmente: interferindo em nosso humor e nosso \u00e2nimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o Corredor Arte, Maria Helena filosofa: \u201cSabe, quando a gente vai caminhando, envolvidos em sentimentos desconfort\u00e1veis, de tens\u00e3o, preocupa\u00e7\u00e3o, medo, muitas vezes sem perceber com muita nitidez o que se passa \u00e0 volta? E a\u00ed, repentinamente, somos surpreendidos por algo fora de n\u00f3s que nos puxa para outra gama de sentimentos? E, momentaneamente, ficamos absorvidos por esses outros est\u00edmulos \u201c<i>do bem\u201d <\/i>e quando retomamos nossa caminhada, parece que estamos um pouquinho mais aliviados&#8230; Eis um dos objetivos de um espa\u00e7o de arte dentro de uma institui\u00e7\u00e3o em que muita alegria e realiza\u00e7\u00e3o acontecem. Mas tamb\u00e9m, onde passamos por situa\u00e7\u00f5es desafiadoras. O Hospital Escola merece parab\u00e9ns por manter essa prioridade e por valorizar tudo isto que o Corredor Arte representa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manter por tantos anos, um espa\u00e7o de arte dentro do Hospital, se constitui num esfor\u00e7o persistente de fazer valer o olhar para o belo, para a criatividade, tornando poss\u00edvel aos que ali passam, uma pausa para conectar com outras sensa\u00e7\u00f5es, um est\u00edmulo \u00e0 conex\u00e3o consigo mesmo, auxiliando na supera\u00e7\u00e3o dos momentos dif\u00edceis, fazendo crer que \u00e9 poss\u00edvel otimismo e alegria, mesmo que talvez numa das situa\u00e7\u00f5es mais complexas e desafiadoras da vida.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0O psiquiatra su\u00ed\u00e7o\u00a0Carl Jung descobriu que as mandalas expressavam conte\u00fados interiores do ser humano. 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