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Bacharelado em Artes Visuais ganha Conceito 5 na avaliação do MEC

O curso de Bacharelado em Artes Visuais da UFPel ganhou conceito Cinco, o máximo, na avaliação de renovação de reconhecimento, realizada in loco pelo MEC, de 2 a 5 de dezembro. O curso está ligado ao Centro de Artes da Universidade e oferece 44 vagas presenciais. Na avaliação do MEC, foram analisadas dimensões didático-pedagógicas, de corpo docente e de infraestrutura.

Quanto à dimensão didático-pedagógica, a Comissão considerou, com base nas observações, relatos e documentação, a organização desta área adequada, contemplando conteúdos bastante diversificados, metodologias ativas de ensino-aprendizagem, legitimada por avaliações periódicas e participativas. Outro ponto positivo observado, registraram os avaliadores, foi o comprometimento dos conteúdos com a formação profissional e a inserção no mercado de trabalho, sendo as galerias exemplos.

“Destacamos como pontos bastante positivos para o desenvolvimento das competências do aluno e fortalecimento do Curso: a Semana Acadêmica; as exposições de alunos; o desenvolvimento dos TCCs; a possibilidade de utilizar o espaço do Curso nos finais de semana e durante as férias; a oferta da disciplina Introdução às Artes Visuais, que orienta o aluno a fazer escolhas adequadas desde o seu ingresso… Como ponto negativo, foi citada a cada vez mais frequente falta de técnicos nos ateliês e laboratórios, o que compromete o bom andamento das disciplinas do curso”, afirmaram.

Docentes

Com relação ao corpo docente, composto de 30 professores, em sua maioria doutores, a Comissão registrou que tem larga experiência tanto na docência como na atuação profissional. “São professores que já realizaram ou realizam curadorias de exposições, como a Bienal do Mercosul, dirigiram museus, têm ampla produção científica em pesquisa e publicação de artigos e livros, além da participação em eventos científicos nacionais e internacionais. Realizam produções poéticas, muitas delas musealizadas ou expostas em museus como MALG, MARGS, MAC USP, entre outros. Esse conhecimento permite que os docentes tenham grande competência profissional para o exercício pedagógico”, observaram.

Durante a visita, ressaltaram os avaliadores, percebeu-se um relacionamento interpessoal entre os docentes muito positivo, possibilitando a troca de conhecimentos e a realização de propostas interdisciplinares. “O mesmo se dá em relação aos alunos, que manifestaram um bom relacionamento com os professores, sendo acolhidos em suas necessidades acadêmicas e mesmo pessoais, com respeito e prontidão. Os alunos também informaram que as aulas e as demais atividades de pesquisa e extensão são proveitosas, atendem suas expectativas e que sentem segurança no direcionamento pedagógico dado pelos professores, que permitem o pleno desenvolvimento da liberdade de expressão poética dos alunos”, sublinharam.

No quesito infraestrutura, disseram que este item recebeu recentemente reparos e aumento dos espaços, fruto das políticas de expansão voltadas para as IES federais. No relatório final da avaliação, registraram que o curso funciona em prédio antigo, porém reformado. “Por isso, a maioria das salas possui pé direito alto, o que proporciona ambientação clara, ampla e arejada. Vários espaços servem à oferta das disciplinas práticas. Ateliês, laboratórios e salas de aula. Por isso, possuem equipamentos apropriados para as suas atividades diversas e específicas. Há um jardim razoavelmente grande entre os prédios, o que possibilita humanização do ambiente e do espaço do Centro de Artes”, analisaram.

A Comissão considerou o ambiente bastante apropriado para a oferta de um curso de artes visuais, já que está localizado na região central da cidade e, por isso, próximo dos equipamentos culturais (galerias, centros culturais etc.), observaram. Para os avaliadores, a localização também contribui para a interação da comunidade local com a universidade. “Muitos são os relatos que falam da presença de moradores da cidade nas galerias. A comissão também considerou a dimensão do prédio, que proporciona a produção de obras em grandes proporções, que podem ocupar os ateliês ou mesmo os espaços de utilização comum, como corredores, praça e halls”, afirmaram.

Conforme a Comissão do MEC, os banheiros necessitam de manutenção e a falta de insumos para o seu bom funcionamento também foi observado. Porém, a segurança do prédio pareceu apropriada ao grupo do Ministério. “Há galerias (duas) e um museu, que recebem trabalhos dos alunos. Alguns trabalhos apresentados nesses espaços são, na verdade, seus TCCs, que ali são apresentados em forma de exposições. A biblioteca ocupa um belo prédio histórico recém restaurado e adaptado para o funcionamento tanto da mesma como de uma das galerias”, finalizaram.

Saiba mais sobre o curso em https://institucional.ufpel.edu.br/cursos/cod/1310 .

Publicado em 10/12/2018, em Destaque, Informes Acadêmicos, Notícias.