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Cocepe votará novo prazo para curricularização da extensão

O Conselho Coordenador do Ensino, da Pesquisa e da Extensão (Cocepe) da UFPel votará, na reunião do dia 13 de dezembro, proposta de ampliação do prazo de curricularização da extensão pelas unidades acadêmicas. O período para realizar o trabalho, determinado pela Resolução 6 de 2016, venceu em junho deste ano. As unidades terão, a partir da data da aprovação da nova resolução, 20 meses para atualizar seus programas, através de mudanças nos projetos pedagógicos dos cursos.

A proposta em apreciação no Cocepe também retira da curricularização a disciplina Extensão e Sociedade, por não atender ao texto da resolução que estabelece as Diretrizes para a Extensão do Sistema Federal de Educação nas IES. O texto diz “programas e projetos de extensão”. Conforme a nova proposta, não há margem para o entendimento que uma disciplina possa ser considerada extensão.

Veja aqui os documentos relacionados com a votação:

Resolução de 2016 – Resolução-COCEPE-062016

Atualização da resolução – Atualização da Resolução 6-2016-CreditaçãoUFPEL PDF

Quadro de Alterações Propostas – CreditaçãoUFPEL _QuadroComparativo

Tema em Pauta

O tema da curricularização, no âmbito das universidades públicas, está em pauta desde a promulgação da Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE/2014-2014. Especificamente na Meta 12, a Estratégia 7 assegura que 10% do total de créditos curriculares do curso de graduação devem ser realizados pelo estudante em programas e projetos de extensão universitária. Cabe a cada instituição, dentro de sua realidade, decidir e operacionalizar as ações e encaminhamentos que fundamentarão o processo.

Com a publicação no dia 27 de novembro, no Diário Oficial da União, da Súmula do Parecer da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE), que aprova as Diretrizes para as Políticas de Extensão da Educação Superior Brasileira, o assunto está em pauta nas universidades brasileiras.

Na UFPel, as discussões sobre a curricularização iniciaram há algum tempo. Em março de 2016, foi aprovada a Resolução que estipulava o prazo para que todos os cursos alterassem o seu PPC até o mês de junho de 2018. Na mesma resolução, indicavam-se as três formas nas quais os cursos poderiam operar o exercício do aluno na extensão a ser curricularizada. O cumprimento do prazo pressupunha que se desenvolvesse uma metodologia para as unidades administrativas envolvidas (Pró-Reitoria de Ensino e Pró-Reitoria de Extensão e Cultura) pudessem avaliar as possibilidades da Instituição e propusessem método e recursos para apoiar os cursos no processo de implantação da extensão nos seus currículos.

Em 2017 e 2018, o trabalho de comissões de curricularização, formadas por representantes da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura e da Pró-Reitoria de Ensino, trabalharam no sentido de estabelecer um processo seguro e viável para a implantação da extensão nos currículos dos cursos de graduação da UFPel. O objetivo era dimensionar a realidade dos cursos de graduação em relação às reais possibilidades da nossa instituição.

Nesta fase, ainda havia muitas questões a serem respondidas antes de propor um método adequado e eficiente para a realidade dos cursos da UFPel. Buscava-se acompanhar as discussões de outras universidades, com condições semelhantes ou diversas. Conversas com diferentes cursos foram dimensionando as possibilidades e dificuldades. As vivências trazidas de outras universidades contribuíram para o prognóstico.

Também era necessário saber, do ponto de vista operacional, como os sistemas existentes dariam conta dos registros necessários.

Recentemente, o sistema de projetos unificados Extensão atingiu o seu estado completo, inclusive com a certificação e, desse modo, finalmente foi possível contemplar a Resolução 10/2015 do Cocepe, no que tange à Extensão.

Desse modo, em novembro desse ano a comissão conseguiu apresentar um processo que será desenvolvido a partir da homologação das alterações propostas na Resolução de 2016, cuja ampliação do prazo é a mudança essencial.

Alguns fatos contribuíram muito para as últimas alterações realizadas, a seguir pontuados:

1) O reconhecimento por parte da Instituição de que a extensão é uma dimensão formativa, expressado no texto da Resolução 29/2018 que dispõe sobre o Regulamento do Ensino de Graduação da UFPel (Art. 124);

2) O Conselho de Extensão, instituído em abril de 2017 pela Resolução n. 9 do Cocepe, no qual estão representadas as 22 unidades acadêmicas, contribuiu pela forma, sobretudo, como os conselheiros foram indicando as realidades de suas unidades.

3) A adequação do modelo de PPC que a CEC/PRE adota com os cursos, no qual a comissão de curricularização estabeleceu campos onde os cursos informam como realizam o processo.

4) A especificação de como constará no histórico do aluno a contagem dos créditos em extensão e de como isto será informado no sistema da CRA.

5) Os avanços do Sistema Projetos Unificados, no que tange à extensão.

Dessa forma, as ocorrências, internas e externas, foram desenhando as possibilidades, que a Comissão de Curricularização formalizou em uma série de ações, iniciando com a homologação do novo prazo e alteração da Resolução vigente.

Dentre as ações previstas, será organizado no início do próximo semestre um Seminário para apresentar e discutir o processo.

Já foi elaborado e será lançado no Seminário o Manual de Curricularização da UFPel, no qual constará o fluxo de trabalho dos cursos para chegar na inclusão do processo no PPC do Curso.

Haverá um cronograma de seminários para que os cursos possam ir apresentando suas experiências e para que se tenha a oportunidade de discutir os processos internos.

Está previsto  um fórum de discussão com os coordenadores de ações, no qual as experiências poderão fortalecer e aproximar projetos em diferentes áreas.

Será, também, apresentado o site que oferecerá um Sistema de Oportunidades em Extensão, colocando alunos de diferentes áreas em contato com coordenadores de projetos que queiram a participação de estudantes de diferentes cursos.

Houve o acolhimento da solicitação do Conselho de Extensão de que houvesse investimento na valorização do trabalho docente em extensão e já se está encaminhando possibilidades.

Estão sendo formulados modos de incentivo para as ações de extensão nos cursos que curricularizarem a extensão.

E, sobretudo, em abril se lançará um curso de formação em extensão, que ajudará a fomentar a melhor compreensão dessa dimensão formativa, bem como a intensificar o entendimento de como essa contribui para otimizar recursos, aproximar áreas do conhecimento, formar o aluno de modo mais ativo e como agente da extensão e propor metodologias que aproximem o estudante da realidade em acepção mais ampla.

Além disso, a comissão fará o acompanhamento dos cursos para localizarem dentro das formas propostas, os meios que melhor se mostrarem para a realidade de cada curso.

Uma das questões que emergiram tanto no contexto interno da UFPel como no cenário nacional é a conceituação da extensão. Há diferenças que podem fomentar novas posturas se levadas aos fóruns. Observa-se, e o próprio cadastro evidencia, que algumas áreas possuem uma visão da dimensão extensionista ampla e integradora. Para essas áreas, a curricularização pode se apresentar como excelente oportunidade de potencializar os seus currículos. Mas também existe a situação contrária. O reconhecimento das possibilidades da extensão será pauta dos fóruns e das reuniões, em especial porque há na comunidade servidores e alunos que, por terem vivido a experiência extensionista com resultados significativos, exemplificam a amplitude de atingimento que é possível dimensionar.

Publicado em 06/12/2018, em Destaque, Informes Acadêmicos, Notícias.