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Museu das Coisas Banais desenvolve pesquisa através de aplicativo

12648003_10205726918680366_1359336727_nNa busca pela inovação das possibilidades de seu acervo, o Projeto de Pesquisa Museu das Coisas Banais, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), está com nova proposta. Buscando aumentar a interação com seus seguidores nas redes sociais o Museu, através do graduando em Museologia  Rafael Teixeira, orientado pela professora e também coordenadora do projeto Juliane Serres, está realizando a pesquisa “Um museu no Instagram”.   Buscando explorar as possibilidades que um espaço como o Museu das Coisas Banais possui através de aplicativos, como o Instagram, a presente pesquisa propõe repensar os novos modos de um museu estar presente ciberneticamente.

Rafael conta que, através da pesquisa, mesmo ainda no início, é possível perceber  que os museus utilizam o aplicativo Instagram  apenas como ferramenta para a divulgação de seus espaços, quando na verdade ele é uma ótima opção para elevar e alçar novas possibilidades para estes “guardadores de lembranças”. “Através da pesquisa eu quero mostrar que o museu pode estar em qualquer lugar, desempenhando seu papel social através da interação”, relata Rafael.

O estudante também afirma que é possível perceber que o alcance que os objetos atingem através das redes está ocasionando uma troca bastante significativa com pessoas dos diversos estados do Brasil. Para conseguir mensurar isto, juntamente com o também acadêmico do curso de Ciência da Computação da Universidade Luan Einhardt, o projeto desenvolveu uma ferramenta, onde através de um  mapa (link http://museudascoisasbanais.com.br/instagram/mapa/ ) bastante dinâmico, é possível acompanhar onde estão localizados os mais de 5 mil seguidores do projeto no Instagram. Objetos cheios de afetos e memórias do Brasil inteiro estão, aos poucos, chegando até o Museu das Coisas Banais, que está sempre em busca desta interação com o público.

Outra importante ação que o Museu está realizando é com os objetos do semanal Mercado das Pulgas, que acontece todos os sábados ao Largo do Mercado Público de Pelotas. Inspirados no trabalho de Octave Debary, da Universidade de Paris, levando em conta os encontros realizados nestes museus a céu aberto,  e as histórias que são possivelmente atribuídas aos diferentes objetos expostos, a proposta é conseguir identificar quais valores são atribuídos aos objetos, podendo ser eles econômicos, comerciais ou sentimentais.  Octave propõe que cada peça, ao passar de mão em mão, passa a ter diferentes valores, que podem ser influenciados pelas histórias que cada pessoa atribui a eles. Em uma ação educativa o Museu das Coisas Banais, ao postar os utensílios em sua rede questiona os seguidores e os incentiva a contar histórias a partir daquilo que estão vendo. Os resultados estão contribuindo bastante para as pesquisas desenvolvidas pelo projeto,  que possui seu acervo em formato digital, onde o valor econômico é incerto, porém, as lembranças tornam-se possibilidades, sendo uma ponte ao passado.

Museu é citado como referência em artigo

Recentemente, o Museu das Coisas Banais foi citado na revista Viva Rio. Especializada em assuntos culturais, o artigo em questão, “Museu faz bem à saúde” contextualizou os diversos modos que os museus são encontrados, questionando sobre o que são de fato estes espaços. A museóloga Claudia Porto ao citar como são os museus do século XXI apresentou o Museu das Coisas Banais como um projeto experimental novíssimo, sendo hoje uma das caras dos novos museus. É possível ler todo o artigo no endereço http://vozerio.org.br/Museu-faz-bem-a-saude.

Para saber mais sobre as atividades do projeto basta acessar seu acervo virtual através do endereço http://wp.ufpel.edu.br/museudascoisasbanais/.

Além do site, o projeto está presente em outros espaços:

Publicado em 04/02/2016, em Notícias.